Abr 25

Entenda sobre a Alavanca, veja-a em ação e, principalmente, aplique-a em sua vida!

Abr 14

O que a igreja espera do documento de Aparecida

Professor Antônio Ponpeu Rugieri

 

O QUE ENCAMINHAR?

O Núcleo temático da 5ª. Conferência: ”Discípulos e Missionários em favor da Vida” é alentador e impulsiona a atividades concretas. Todo o documento é perpassado por este binômio que deverá iluminar o agir dos próximos tempos.

 

COMO SER MISSIONÁRIO SEM ANTES SER DISCÍPULO? E ONDE SE FORMAR PARA O DISCIPULADO?

Primeiramente vamos procurar entender o que é ser discípulo de Jesus. Discípulo é àquele que, sendo chamado por Jesus Cristo, responde generosamente à vontade de segui-lo na comunidade de fiéis e, em comunidade, faz o discernimento de sua missão na Igreja e na sociedade. O exemplo das comunidades primitivas nos alumina para esta realidade: “Eles tinham tudo em comum… e não havia necessitados entre eles” (cf. At. 2, 42-46). A partir do testemunho de vida em comunidade, desta experiência com o jeito de Jesus viver, é que os Discípulos saíam em Missão. (cf.At. 13, 1 – 3).

O documento aponta para uma reformulação das estruturas que atingem tanto o clero quanto o laicato. Toda ministerialidade é atingida: Ministérios ordenados e ministério comum. Portanto, Igreja “Povo de Deus” toda ministerial seria a dinâmica para a formação do Discípulo, que nunca é formado individualmente, mas sempre na comunidade Igreja que é escola de comunhão. A participação torna-se educativa da fé se a comunidade acolhe e respeita quem chega nela, oferecendo espaços de inclusão. O crescimento no sentido de pertença evolui e, cada vez mais, o participante toma consciência de ser Discípulo.

O Documento de Aparecida está elaborado e redigido no método VER – JLGAR E AGIR.

 

A PROPOSTA DE APARECIDA

 

Comparada ao seu processo oficial de preparação, levado a cabo em uma perspectiva pré-conciliar, a Conferência de Aparecida foi uma grata surpresa. O Documento apresenta uma proposta desafiadora.

 

I – O PONTO DE PARTIDA; Uma realidade que nos interpela, pois contradiz o Reino de Vida.

Para os Bispos, as condições de vida dos milhões e milhões de abandonados, excluídos, e ignorados em sua miséria e sua dor, contradizem o projeto do Pai e desafiam os cristãos a um maior compromisso em favor da cultura da vida. O Reino de vida, que Cristo veio trazer, é incompatível com estas situações desumanas (358). Estamos imersos em um processo de globalização excludente, que afeta os setores mais pobres, gerando novos rostos da pobreza, já não se trata do fenômeno da opressão, mas de algo novo, da exclusão social. Os excluídos não são somente “explorados” mas “supérfluos” e “descartáveis”(65). Subordina-se inclusive a preservação da natureza ao desenvolvimento econômico. (66).

 

II – PONTO DE CHEGADA: A vida em plenitude para a pessoa inteira e para nossos povos.

 

A cultura de morte, que marca nossa situação, não tem a última palavra, Deus tem um

Plano para a obra da Criação e para a humanidade, em especial aos mais pobres, que é seu Reino de Vida. Fazer sua vontade, é engajar-se na continuação da obra de seu Filho, colocando-se ao serviço da “Vida em plenitude” para as pessoas e para nossos povos.

A serviço da vida plena das pessoas; uma promoção humana, que leve à autêntica libertação, integral, abarcando a pessoa inteira e todas as pessoas, fazendo-as sujeito de seu próprio desenvolvimento (399).

A serviço da vida plena de nossos povos: Deus, em Cristo, não redime só a pessoa individual, mas as relações sociais entre os seres humanos (359). A fé cristã deverá engendrar padrões culturais alternativos para a sociedade atual (480). A promoção da vida plena em Cristo nos leva a assumir evangelicamente as tarefas prioritárias que contribuem com a dignificação de todos os seres humanos e, para isso, a trabalhar junto com demais pessoas e instituições (384), fazendo dos pobres sujeitos de mudança e de transformação de sua situação (394), evitando o paternalismo (397), no diálogo com as ciências (465), cuidando da ecologia (474); inculturando o evangelho (479), de modo particular no mundo urbano (501), e na vida pública. (509).

 

III – EXIGÊNCIA: Uma igreja em estado permanente de missão: ISSO EXIGE;

Desinstalar-se. A Igreja, para ser toda ela missionária, necessita desinstalar-se de seu comodismo, estancamento e tibieza, à margem do sofrimento dos pobres do Continente (362).

Que cada comunidade seja um centro irradiador da vida. Que cada comunidade cristã se converta em um poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo Pentecostes que nos livre o cansaço, da desilusão, da acomodação onde estamos (362).

Que a missionariedade impregne a Igreja inteira. Esta firme decisão missionária de promoção da cultura da vida deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos de pastoral, em todos os níveis eclesiais, bem como toda instituição eclesial, abandonando as ultrapassadas estruturas (366).

Passar da pastoral de conversão a uma pastoral missionária. A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária (370).

 

IV – IMPLICAÇÕES: uma conversão pastoral e renovação eclesial.

 

Diante de uma realidade que contradiz o Reino de Vida de Jesus Cristo, a exigência de constituir-se em uma Igreja em permanente estado de missão, implica:

Renovação Eclesial – Todos estão chamados a assumir uma atitude de permanente conversão pastoral (365), pois a ação eclesial não pode prescindir do contexto histórico onde vivem seus membros. Diante das transformações sociais e culturais, está a necessidade de uma renovação eclesiais, que envolve reformas espirituais, pastorais, e também institucionais (367).

A setorização das paróquias – Levando em consideração as dimensões de nossas paróquias, é aconselhável a setorização das paróquias em unidades territoriais menores, com equipes próprias de animação e coordenação que permitam uma maior proximidade ás pessoas e grupos que vivem na região. É recomendável que os agentes missionários promovam a criação de comunidades de famílias, que fomentem colocar em comum sua fé e as respostas aos seus problemas (372).

Uma ação pastoral pensada – O plano de pastoral diocesano, caminho de pastoral orgânica, deve ser uma resposta consciente e eficaz, para atender às exigências do mundo de hoje, com indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho. Os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução (371).

Assumir a nova pobreza – A globalização faz emergir em nossos povos, novos rostos de pobres (402). Os excluídos não são somente “explorados”, mas “supérfluos” e “descartáveis” (65). A Pastoral Social deve dar acolhida e acompanhar os excluídos. (402).

O protagonismo das mulheres – Impulsionar uma organização pastoral que promova o protagonismo das mulheres; garantir a efetiva presença da mulher nos ministérios que a Igreja confia aos leigos, assim como nas esferas de planejamento e decisão (458).

Uma renovada pastoral urbana - Faz-se necessário um estilo de pastoral adequado à realidade urbana em sua linguagem, estruturas, práticas e horários, um plano de pastoral, orgânico e articulado, que incida sobre a cidade, em seu conjunto, estratégias, para chegar aos condomínios fechados, prédios residenciais, e favelas; uma maior presença nos centros de decisão da cidade, tanto nas estruturas administrativas como nas organizações comunitárias,. (518).

A presença nos novos espaços - É preciso continuar semeando os valores evangélicos nos ambientes onde se faz cultura e nos novos lugares: o mundo das comunicações, da cultura, das ciências e das relações internacionais, (491).

 

V – ITINERÁRIO: uma caminhada, em quatro etapas, à luz da opção preferencial pelos pobres.

 

Para responder à exigência de constituir-se em uma Igreja em permanente estado de missão e suas implicações é preciso, na Igreja hoje, percorrer um caminho em quatro etapas (226):

1º - Experiência pessoal de fé: pelo encontro pessoal com Jesus Cristo, que leva a uma conversão pessoal e a uma mudança de vida integral:

2º - Vivência comunitária: onde cada um seja acolhido pessoalmente e se sinta valorizado, visível e eclesialmente incluído, membro da comunidade e co-responsável nela:

3º - Formação Bíblico-Teológica: aprofundar o conheci9mento da Palavra de Deus e os conteúdos da fé;

4º - Compromisso missionário de toda a comunidade: cada comunidade cristã convertida em um poderoso centro de irradiação da vida em Cristo (362), no mundo da cultura (479 , 480), da comunicação social (485 , 490), nos centros de decisão (491, 500), e na vida pública (501 , 508).

 

FINALIZANDO voltamos para os números que se seguem:

Nº 11 – onde que diz que a Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais,

Nº 14 - Não tenham medo” (Mt 28,5) … “Por que buscam entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc. 24, 5).

Nº 18 – Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria ; segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher.

Nº 19 – Ver – Julgar e Agir – contemplar a Deus com os olhos da fé através de sua Palavra revelada. .

Nª 26 – Iluminados pelo Cristo, o sofrimento, a injustiça e a cruz nos desafiam a viver como Igreja Samaritana (cf. Lc 10, 26-37), recordando que…

Nº 41 – Os cristãos precisam recomeçar a partir de Cristo, a partir da contemplação de quem nos revelou em seu ministério a plenitude do…

Nº 42 – Só quem reconhece a Deus, conhece a realidade e pode responder:

Nº 101 – “Como vamos saber o caminho”? (Jo 14,5)

 

Abr 01

Reportagem sobre o Jantar do TLC de Avaré, realizado dia 15 de março, que saiu no jornal Folha de Avaré do dia 29/03/2008.

Recorte Jornal Jantar TLC

Link para a matéria:

http://www.folhadeavare.com.br/manchetes/2903200820.html 

Mar 05

Março

  • 16 - Domingo de Ramos (benção em todas as missas).
  • 17 - 19:00 Missa, em seguida procissão com a cruz até a capela de Santa Rita e Santa Terezinha.
  • 18 - 19:00 Missa na capela, em seguida procissão com a cruz até capela de N.S. Aparecisa (bairro Ipiranga)
  • 19 - 19:00 Celebração  na capela em seguida procissão com a cruz até a matriz de São Benedito.
  • 20 - 19:30 Missa da instituição da Eucaristia, em seguida transladação do Santíssimo Sacramento e adoração até à meia-noite.
  • 21 - 8:00 Início da Adoração
    15:00 Celebração da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e adoração da cruz.
  • 22 Sábado Santo - 20:00 - Missa da Vigília Pascal. Benção do fogo e da água batismal. Obs.: trazer velas e água.
  • 23 Domingo da Ressurreição: - 06:00 Procissão da ressurreição, em seguida missa.
Mar 03
  • 03/03 Paróquia São José (noite)
  • 03/03 Paróquia São Judas Tadeu (tarde e noite)
  • 04/03 Paróquia N.S. de Fátima (noite)
  • 04/o3 Arandu (noite)
  • 05/03 Cerqueira César (tarde e noite)
  • 06/03 Paróquia São Benedito (noite)
  • 11/03 Paróquia São Pedro (manhã, tarde e noite)
  • 12/03 Paróquia de Santa Bárbara (noite)
  • 12/03 Paróquia de Iaras (noite)
  • 13/03 Paróquia N.S. das Dores (manhã, tarde e noite)
Mar 03

Temas: Por que e de que modo a revelação divina se manifesta?
O que é a Tradição Apostólica?
Como se realiza a Tradição Apostólica?
Que relação existe entre a Tradição e a Sagrada Escritura?
A SAGRADA ESCRITURA
Antigo e Novo Testamentos

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Nov 30

Mitos e verdades sobre o Natal

 Com o nascimento de Jesus, começa uma nova era na história dos homens com Deus. É por isso que o nosso calendário conta os anos “depois de Cristo”. Na pessoa de Jesus de Nazaré, é o filho de Deus – ele próprio Deus – quem vem ao mundo para ser nosso irmão. É por isso que não podemos evocar seu nascimento sem evocar a Deus. São Mateus e São Lucas também não podem relatar seu nascimento como narrariam o de uma criança qualquer. No seu Evangelho, não narram apenas o que aconteceu, mas também – para dar testemunho da plena verdade – o que os acontecimentos significam no projeto divino. Ambos insistem no fato de que Jesus, o salvador, nasceu de uma virgem, pelo poder do Espírito Santo.

 

A típica história que nós repetidamente ouvimos é:

 

“Na noite de 25 de Dezembro, cerca de 2000 anos atrás, Maria se dirigia a Belém montada em um jumento, à beira de dar à luz o seu bebê. Embora fosse uma emergência, todas as hospedarias lhes negaram abrigo. Então eles tiveram Jesus em um estábulo. Em seguida, os anjos cantam aos pastores, e depois todos se juntam aos três reis magos montados em camelos no louvor ao silencioso recém-nascido.”

 

O problema é que essa história pode estar muito longe do que realmente aconteceu. Os eventos que rodearam o nascimento têm sido recontados tantas vezes de tantas formas - em peças, poesias, livros e filmes - que a maioria das pessoas têm uma visão distorcida dos verdadeiros eventos. O único registro preciso é o que se encontra na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.

 

Maria montou num jumento para chegar em Belém? Talvez, mas há várias outras possibilidades. A Bíblia não diz como ela chegou a Belém. Diz apenas que ela foi acompanhada por José.

 

Maria chegou a Belém na noite em que ela deu à luz? A Bíblia não sugere isso. Eles podem ter chegado semanas antes. A Palavra de Deus simplesmente diz: “E aconteceu que, estando eles ali [em Belém], se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz” (Lucas 2,6). Chegar na cidade bem antes dessa data faria mais sentido. A jornada de Nazaré a Belém normalmente durava três dias.

 

José ou Maria falaram com algum hoteleiro? Talvez, mas não há razões bíblicas fortes para acreditar que sim. Embora hoteleiros sejam importantes personagens em muitas peças de Natal, nenhum hoteleiro é realmente mencionado no registro bíblico do nascimento de Cristo. Além do mais, é bem possível que Maria e José tenham na verdade se hospedado numa casa com parentes, não em algum tipo de hotel dos tempos bíblicos.

 

Jesus nasceu em um estábulo? Ou em um celeiro? Ou em uma caverna? A Bíblia não menciona nenhum desses três lugares em conexão com o nascimento de Cristo, menciona apenas uma manjedoura. A Escritura diz apenas que eles deitaram Jesus em uma manjedoura porque não havia nenhum lugar para ele no quarto de hóspedes. Maria necessitava de um lugar tranqüilo e isolado para o parto.

A palavra grega usada na Escritura é kataluma, e pode significar quarto de hóspedes, alojamento ou hospedaria. Na única outra vez que aparece no Novo Testamento, essa palavra significava um quarto amplo e mobiliado de um sobrado, dentro de uma casa particular. É traduzido como quarto de hóspedes, não como hotel (Marcos 14,14-15). Jesus provavelmente nasceu na casa de parentes, mas for a da sala e do quarto de hóspedes.

A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1,3. Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus.

 

Três reis magos montados em camelos estavam presentes no nascimento de Jesus? A Bíblia não fala que nenhum rei ou camelo visitou Jesus. Ela menciona que homens sábios (”magos”) foram, mas não diz quantos. Nenhum dos primeiros Pais da Igreja sugeriu que os magos eram reis. Como a palavra “magos” usada na Bíblia está no plural, havia aparentemente ao menos dois deles, e pode ter havido mais - até mesmo muitos mais deles. A Bíblia menciona apenas que três presentes caros foram dados por eles - ouro, incenso e mirra, mas isso não indica necessariamente o número dos magos. Não há prova de qual era o país de origem desses homens.

 

O menino Jesus apresentado no Templo.

Antes que os magos chegassem a Belém, Jesus viajou para Jerusalém, para ser apresentado no Templo, e de lá voltou a Belém. (Lucas 2, 21-22).

E mais, os sábios homens claramente não visitaram Jesus enquanto ele ainda estava deitado na manjedoura, como é comumente apresentado em cartões e peças. Os magos não chegaram até algum tempo depois da apresentação de Cristo no Templo em Jerusalém (Lucas 2,22-39).

Nesse momento, a Escritura se refere a Jesus como uma “criança”, não como um “bebê”. É possível que o pequeno Jesus já estivesse andando e falando então. Com base nos cálculos do Rei Herodes e dos magos (Mateus 2:16),Jesus podia já ter dois anos ou menos.

 

Jesus Cristo nasceu antes de Cristo

 

Em 1650, o arcebispo irlandês James Usher fez as contas e concluiu que Deus criou o mundo às 15h30 do dia 23 de outubro de 4004 a.C. Errou, mas inventou a expressão “antes de Cristo”, que usamos até hoje.

Um abade de Roma, no século VI, fixou a suposta data em que Jesus teria vindo à Terra. Seu nome era Dionísio, o Exíguo (500-560), ou Pequeno Dionísio. Acontece que os cálculos estavam errados. Apesar da falha, a cronologia do abade foi aceita pelos cristãos de todos os continentes.

Dionísio partiu de um episódio marcante - a fundação de Roma -, cuja data estava registrada nos arquivos da cidade. Aí, ele também encontrou a duração de todos os reinados romanos desde essa época. Assim, verificou que tinham se passado 726 anos desde a fundação da cidade até a posse do imperador Augusto. Esse número era importante porque, segundo os dados levantados por Dionísio, Cristo havia nascido 27 anos depois dessa posse, durante o período em que Herodes governou a Palestina. Fazendo a soma, o abade concluiu que o nascimento ocorrera 753 anos após o surgimento de Roma.

Estaria tudo bem se Dionísio não tivesse cometido um deslize. “Ele provavelmente deixou de contar um período de quatro anos durante o qual o imperador Augusto governou com seu nome de batismo, Otávio, entre 27 e 31 a.C”.

Segundo a Bíblia, Herodes tentou matar Cristo quando esse era ainda bebê. O historiador judeu Flavius Josephus (37-100) diz que o famigerado Herodes morreu no mesmo mês de um eclipse lunar que, para os astrônomos, ocorreu com toda a certeza em 4 a.C. Então, é claro que Cristo tem que ter nascido antes do ano 4 a.C.

De uma maneira ou de outra, aos poucos o calendário de Dionísio ganhou aceitação popular e por volta do ano 1000 já tinha se espalhado por toda a Europa.

O papa italiano Gregório XIII (1502-1585) entrou para a História com a fama de ter sido o responsável pelo calendário que usamos (gregoriano). Chefiando uma comissão de matemáticos e astrônomos, ele ordenou pequenos ajustes no sistema de medida de tempo dos romanos e, em 1582, oficializou o costume de contar o tempo a partir do nascimento de Jesus Cristo.

 

 

O ano está errado e o dia também

 

Se o ano não está correto, o dia exato do Natal é simplesmente desconhecido. “A data de 25 de dezembro só foi instituída por conveniência política”, afirma o astrônomo Othon Winter. “A Bíblia não diz em nenhum lugar quando nasceu o filho de Deus.” Sem a dica da data certa, diversas regiões da Europa e do Oriente Médio escolheram dias diferentes para comemorar o Natal, embora mais tarde aderissem à orientação romana.

Não se sabe o motivo dessas opções, a não ser no caso em que a data tornou-se a mais popular, o 25 de dezembro: esse era o dia festejado pelos romanos como o aniversário do deus persa Mitra, que não tem nada a ver com o cristianismo, mas era muito popular naqueles tempos. Como Roma era a capital da cristandade e a cidade mais importante do mundo à época, sua data se impôs, prevalecendo até hoje. Vencida pelos fatos, a Igreja a adotou oficialmente em 440.

Aliás, o próprio Novo Testamento parece indicar que a data de 25 de dezembro está errada. O Evangelho de Lucas afirma que Jesus é seis meses mais novo que João Batista, que diversos registros indicam ter nascido em 27 de março. Nesse caso, o verdadeiro Natal cairia no final de setembro.

 

 

Presépio

 

A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália, das casas nobres européias até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

 

 

Fontes:

ChristianAnswers.net

http://www.christiananswers.net/portuguese/christmas/mythsaboutchristmas-pt.html

Revista Superinteressante

http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_192443.shtml?pagina=1

http://super.abril.com.br/superarquivo/1999/conteudo_118033.shtml

Wikipedia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal

 

Eu Creio – Pequeno Catecismo Católico

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Nov 30

Nosso amigo Sony Santos escreveu um texto interessante em seu blog, sobre o comentado filme Tropa de Elite:

Antes mesmo de chegar em casa eu já havia tirado algo de positivo do filme para minha vida. A objetividade do Capitão Nascimento, por exemplo, reforça minha filosofia do “Faça o que tem que ser feito”; não de forma estúpida, mas sem ficar enroscado em dúvidas inúteis que só atrasam a realização de nossos projetos. Mas, acima disso, a luta deles contra os inimigos serve de exemplo para a nossa luta contra o pecado e a injustiça, e a determinação deles é exemplo para nossa determinação nos serviços paroquiais.

Tenho notado que há uma tendência de as pessoas ficarem fãs do Capitão Nascimento e quererem imitá-lo na vida real. Se você também se sentiu impelido a usar sua força, inteligência, talento, garra e conhecimento em prol de um mundo melhor, pode se alistar na “Tropa de Elite de Deus”. Há batalhões precisando de gente com o seu talento nos serviços de sua igreja. Há lugar para todo mundo. Lá você pode se sentir útil e realizado por aproveitar tudo o que você tem de bom a favor de um mundo melhor, para você e para os outros, por contribuir para com a felicidade e a Salvação das pessoas ao ajudar a levar Deus até elas. Sei por experiência própria; vale a pena.

E não é porque alguns de nós já trabalhamos para Deus que podemos fazer esse trabalho de qualquer jeito. Não dá pra ser forte, resistente e determinado nas coisas do mundo e não aproveitar esse talento todo para as obras de Deus, que são as mais importantes. Ora, se é para imitar o Nascimento, imitemo-lo para o bem, para coisas valiosas. Será o melhor para todos.

Nov 23

Parte do Projeto “Aprender para ir sempre mais alto”

Curso de formação do TLC de Avaré

Assuntos tratados nesta parte:

  • Eu Creio – Nós Cremos
  • O que significa Crer?
  • Fé teológica ? Fé sinônimo de confiança, esperança
  • O HOMEM É “CAPAZ” DE DEUS
  • “Deus é pai, não é padrasto”?
  • Deus não existe, Deus É.
  • Qual é o nome de Deus?
  • Cuidados ao ler a Bíblia: cena e fato
  • Formação do texto bíblico.

Texto completo em PDF: Curso de formação - parte 2

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Nov 19

A Diocese de Botucatu foi criada no dia 07 de junho de 1908 pela Bula “Diocesium nimiam amplitudinem”, do Papa São Pio X, desmembrada da então Diocese de São Paulo, que nesta ocasião passa a ser Arquidiocese, tendo como Dioceses sufragâneas: Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos do Pinhal e Taubaté. A Diocese de Botucatu abrangia a metade longitudinal do Estado de São Paulo (Tietê-Paranapanema; Rio Paraná e Oceano Atlântico), a outra metade do estado era dividida entre as quatro Dioceses, sendo que a capital ficou como sede de uma nova Província Eclesiástica.

Com o passar dos anos, essas novas dioceses foram sendo desmembradas em muitas outras, de modo que, em 19 de abril de 1958, pela Bula “Sacrorum Antistitum”, do Papa Pio XII, a Diocese de Botucatu foi elevada à Arquidiocese e Sede Metropolitana, sendo instalada no ano seguinte, a 12 de abril de 1959, tendo, como seu primeiro arcebispo, Don Frei Henrique Golland Trindade. Além de Botucatu, foram também elevadas a Arquidiocese, as Dioceses de: Campinas, Ribeirão Preto e Aparecida.

Fonte: convite para a IX Festa de São Judas (2007)