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II Revivendo do TLC de Avaré

Dia 05 de maio de 2013 ocorreu, na igreja da paróquia de São José, o II Revivendo do TLC, um momento onde telecistas puderam se reencontrar e lembrar de alguns momentos do curso de TLC. O evento teve vários momentos de oração, reflexão, várias palestras sobre temas ligados ao TLC e à juventude, num ambiente alegre e descontraído.

Participantes do Revivendo
Participantes do Revivendo

Tivemos a participação de 35 líderes de Avaré, Cerqueira César, Botucatu e Lençóis Paulista, alem da presença de Geraldo Rossitto, padre Fernando e o pessoal do Cursilho, responsável pela cozinha.

Kardecismo e Cristianismo: inconciliáveis

Dom Amaury Castanho – Kardecismo e Cristianismo: inconciliáveis – 28/11/2005 – 09:11
Bispo Emérito de Jundiaí – SP
(…)
No século 19 houve, na França, alguém que dizia possuir o espírito de Allan Kardec. Na verdade chamava-se Leon Hypolite Denizart Rivail. Afirmando que Kardec o “inspirava”, escreveu alguns livros como “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Empolgou certo número de pessoas, primeiro entre os franceses e depois um pouco por todo o Ocidente cristão. Parece que muitos jamais leram suas obras e continuam tentando conciliar o inconciliável: kardecismo com cristianismo.

Como sempre procurei ser objetivo, mas com senso crítico, desejo iniciar este artigo lembrando que nem tudo nos distancia. Entre o que nos aproxima, lembro que todo kardecista aceita a existência de Deus Criador, afirmando termos todos a necessidade de uma purificação, destinados a uma outra vida após esta. Menos mal. Porém, é pouco e nem se trata de princípios e verdades da fé cristã, como espero mostrar a quem ler estas linhas com serenidade, firmado não em sentimentos, mas em motivos racionais-científicos, religiosos e éticos.

O ponto fundamental e referencial de A. Kardec e dos espíritas com certa instrução e equilíbrio, que não misturam “alhos com bugalhos”, e não fazem salada de frutas religiosa, é o problema da re-encarnação. Quando “desencarna”, o “espírito” peregrina por aí, na imensidão do cosmo, voltando a se re-encarnar uma, dez, vinte ou mais vezes, até que atinja uma purificação total. Os kardecistas não falam em “redenção”, o que é fundamental para todos os cristãos católicos, ortodoxos e evangélicos.

Afirmam que a re-encarnação é necessária, embora seja incerto o seu número. Não há julgamento dos que morrem, colocando-os em uma situação de salvação ou condenação definitiva. Embora delicado, devo lembrar que para certos espíritas as re-encarnações sucedem-se indefinidamente. Para uns podem dar-se em mundos imaginados. Para outros é até possível que um “espírito” re-encarne em um animal! Sinal de que para os irmãos kardecistas nem tudo é tão claro como afirmam.

A re-encarnação é originariamente uma crença hinduísta e budista não tendo qualquer fundamentação bíblica. Recomendo alguns trechos tirados da “Bíblia de Jerusalém”, que possui a mais fiel de todas as traduções das Sagradas Escrituras:

“Que em teu meio não se encontre alguém que faça presságio, oráculo, adivinhação ou magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou ainda que invoque os mortos, pois quem pratica essas coisas é abominável a Yahweh” (Dt 10,12).

“É fato que os homens devem morrer uma só vez” (Hb 9,27).

“Filho, tem compaixão de mim que por nove meses te trouxe em meu seio e por três meses te amamentei… Eu te suplico meu filho, reconhece que não foi de coisas existentes que Deus os fez e que também o gênero humano surgiu da mesma forma. Não temas! Aceita a morte a fim de que eu torne a receber-te com eles (teus irmãos) na misericórdia” (2 Mac 7, 28-29).

Para quem deseja uma palavra do próprio Cristo, segue esta: “Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo’… Em seguida dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e os seus anjos’… E irão estes para o fogo eterno enquanto os justos irão para a vida eterna!” (Mt 25,31-46).

Como conciliar, neste ponto central para todos os kardecistas, a re-encarnação com o a Palavra de Deus proclamada por Cristo e professada por nós cristãos?

Retirado daqui: http://www.catolicanet.com/?system=news&action=read&id=38945&eid=142