O telecista e a política

Novamente nos encontramos em ano de eleições municipais. Ano em que devemos escolher os representantes do governo mais próximos de nós, que são o prefeito e os vereadores. Aqueles que deveriam, realmente, nos representar: as nossas vontades, as nossas opiniões e defender nossos direitos.

E, como em todo ano de eleições, volta a pergunta sobre qual a posição dos católicos, da igreja e dos movimentos e pastorais em relação à política e aos candidatos.

Nós, do TLC de Avaré, seguimos o princípio do líder cristão, que é ser realmente agente de transformação no mundo, não só como Mensageiros do Evangelho, mas também atuando em diversas áreas da sociedade, entre elas a política.

Posição aliás, não nossa, mas sim da Igreja Católica, como podemos observar em diversos documentos da Igreja:

O Concílio Vaticano II declara na “Gaudium et Spes”:
“Lembrem-se, portanto, todos os cidadãos ao mesmo tempo do direito e do dever de usar livremente seu voto para promover o bem comum. A Igreja considera digno de louvor e consideração o trabalho daqueles que se dedicam ao bem da coisa pública a serviço dos homens e assumem os trabalhos deste cargo” (GS 75).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) insiste:
CIC §899 – “A iniciativa dos cristãos leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristãs. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja”.

CIC §2442 – “Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos. A ação social pode implicar uma pluralidade de caminhos concretos. Terá sempre em vista o bem comum e se conformará com a mensagem evangélica e com a doutrina da Igreja. Cabe aos fiéis leigos “animar as realidades temporais com um zelo cristão e comportar-se como artesãos da paz e da justiça”.

Demonstrada também em diversos posicionamentos da CNBB (Conselho Nacional dos Bispos do Brasil), como o nosso Arcebispo já colocou algumas vezes, inclusive em cursos do TLC.

Infelizmente criou-se entre nós católicos uma cultura perigosa de se afastar da política por ela ser exercida, muitas vezes, por corruptos e imorais. Ora, sabemos que há a boa política e também a politicagem; o político e o politiqueiro. Não podemos queimar a política por causa da politicagem, temos que afastá-los do poder por meio do voto. A Igreja insiste na participação dos fiéis na política.

Temos que oferecer alternativas que julguemos mais merecedoras do nosso voto, nos inspirem confiança e que nos representem. Portanto, é de se esperar e se deseja que cada vez mais leigos católicos se apresentem como candidatos, não para defender os grupos dos quais fazemos parte ou a interesses desta ou daquela pastoral/movimento, mas sim, é o que se espera, sejam pessoas que lutem e prezem pelo bem da população como um todo.

Situação essa que traz à tona outra questão: leigos ativos em suas pastorais/movimentos devem ter cuidado de não fazer uso da “máquina” para auto-promoção, por outro lado não podemos excluí-los de suas atividades paroquiais apenas porque são candidatos. Também devemos estar atentos e saber separar aqueles que sempre tiveram uma vida ativa dentro da Igreja daqueles que se passarão por “filho pródigo” para uma aproximação em momento conveniente.

Para evitar maiores polêmicas e defender verdadeiramente a democracia dentro do nosso movimento, o TLC de Avaré decidiu, em reunião do subsecretariado, do dia 17 de fevereiro de 2012, que não apoiará formal ou informalmente nenhum candidato a vereador ou a prefeito nessas eleições.
Isso não impede, pelo contrário, dá mais liberdade para que todos da coordenação ou membros ativos do TLC divulguem explicitamente seu apoio a quaisquer candidatos, telecistas ou não, católicos ou não. Mas será sempre um apoio pessoal e não do movimento do TLC de Avaré.

Queremos sim, que cada telecista não fique omisso. Que acompanhe de perto as atitudes e o passado de todos os candidatos, para sabermos se eles estão realmente preocupados e agindo conforme nossos anseios. Não repitamos os erros do passado ou troquemos nosso voto por um apoio ou doação ao nosso grupo ou paróquia. Ser cristão ou católico não garante que fulano seja um bom candidato. Deveria garantir que honestidade e caráter, mas às vezes nem isso. Do mesmo modo, o fato, por si só, de certa pessoa ser atuante na igreja, seja no TLC ou em outro movimento, também não é garantia de idoneidade ou competência.

Fique esperto, pesquise, pergunte, saiba escolher. Só não fique indiferente.

Alexandre Custódio

Presidente do subsecretariado do TLC de Avaré

CNBB divulga nota por uma “Reforma Política: urgente e inadiável”

Fé e Política (Canção Nova) 

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Querem tirar o crucifixo da Câmara

Nada muda com a retirada de crucifixos das paredes dos prédios públicos. O que deve mudar, na verdade, são os corações das autoridades brasileiras que, insensíveis às justas causas populares, preferem cuidar de assuntos estranhos àquilo que o povo espera. O crucifixo foi, é e sempre será um símbolo religioso de resistência às injustiças provocadas por um poder que retrai, às malvadezas dos governos, às permissividades da tripartição mal engenhada que permite abusos e absurdos silenciosos. Essa onda contra os símbolos religiosos nos poderes judiciário e legislativo faz parte de um poderoso processo de descristianização da sociedade, que pretende relativizar todas as coisas, porque, dessa forma, sem a presença simbólica da mensagem bíblica, fica mais fácil praticar os atos mais covardes contra os empobrecidos. O crucifixo é o sinal da paixão, morte e ressurreição de Jesus pela humanidade. O crucifixo nunca quis desrespeitar outras religiões, mas incomoda muita gente por falar de uma verdade moral e universal em que o amor é o centro. Como símbolo religioso, enraizado na cultura popular brasileira, sua exposição em paredes públicas só faz reforçar nossa identidade.

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Ajuda-me, Senhor, na missão de ser pai

AJUDA-ME, SENHOR, NA MISSÃO DE SER PAI,

porque é difícil, e pesado o encargo de sustentar a família e dar-lhe o bem estar e a tranquilidade, e é quase heroísmo ser alegre com os familiares quando pesam as preocupações pessoais e os problemas da profissão.

Ajuda-me Senhor, na missão de ser pai, para que realize o diálogo com minha esposa e os filhos. Quero ser aberto para ouvir, humilde para propor, sábio para decidir e corresponsável para realizar.

Ajuda-me, Senhor, na missão de ser pai, para que eu saiba descobrir os valores de minha esposa e os talentos de meus filhos; e os ajude a desenvolve-los, saiba corrigir com amor, sem destruir nem humilhar.

Finalmente, ajuda-me, Senhor, na missão de pai, para que eu creia firmemente que a grandeza da paternidade, assim vivida, não termina nem com a morte, porque os seus frutos são eternos!

Amém!

Gilson Aguiar (bem, ao menos foi ele que postou no Facebook).

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Paróquias estão realizando Seminário de Vida no Espírito Santo


Numa realização da Renovação Carismática Católica, da Arquidiocese Sant’Ana de Botucatu, está acontecendo nas paróquias avareenses de São Benedito e São Pedro o Seminário de Vida no Espírito Santo, pelos Grupos de Oração Imaculado Coração de Maria e Luz das Nações, respectivamente.

Na Paróquia de São Benedito, o Seminário iniciou-se no dia 3 de janeiro e prossegue até o dia 1 de março, sendo realizado todas as terças-feiras, sempre a partir das 20h00. Já na Paróquia de São Pedro, o Seminário iniciou-se no dia 5 de janeiro e prossegue até o dia 8 de março, acontecendo todas as quintas-feiras, às 20h00.

 

PROGRAMAÇÃO

 

GRUPO DE ORAÇÃO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Paróquia São Benedito – Terça-feira – 20h00

 

  • 17/01 – O PECADO
  • 24/01 – JESUS SALVADOR
  • 31/01 – FÉ E CONVERSÃO
  • 07/02 – SENHORIO DE JESUS
  • 14/02 – CURA INTERIOR
  • 28/02 – BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
  • 06/3 – DONS E FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO
  • 13/03 – VIDAEM COMUNIDADE EAMORENTRE OS IRMÃOS

 

GRUPO DE ORAÇÃO LUZ DAS NAÇÕES

Paróquia de São Pedro – Quinta-feira – 20h00

 

  • 19/01 – O PECADO
  • 26/01 – JESUS SALVADOR
  • 02/02 – FÉ E CONVERSÃO
  • 09/02 – SENHORIO DE JESUS
  • 16/02 – CURA INTERIOR
  • 23/02 – BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
  • 01/03 – DONS E FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO
  • 08/03 – VIDA EM COMUNIDADE E AMOR ENTRE OS IRMÃOS

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Como “matar” a tua igreja

Texto que conheci na Assembléia da São Benedito, no último dia 04.
Se quiser, adapte de igreja para o seu movimento/pastoral e veja se não se encaixa:

Como “matar” a tua igreja
Fonte: http://www.loreto.org.br/jan2005_igreja.asp
1. Não freqüente as atividades paroquiais com assiduidade, mas quando você for lá, procure algo para reclamar. Com certeza você sempre vai encontrar. Fique de olho. Explore isto!
2. Ao comparecer a qualquer atividade, dedique-se em encontrar falhas nos líderes. Veja se o Padre ou os dirigentes estão fazendo as coisas corretas. Se encontrar falhas fale, espalhe para os outros. Critique de verdade. Agora, quanto às coisas boas que fazem ou dizem, não comente nada, não elogie, fique na sua, em absoluto silêncio.

3. Nunca aceite missão, compromisso ou incumbência alguma; lembre-se que é mais fácil criticar do que realizar.
4. Se o Vigário, o Conselho Paroquial, ou qualquer outra liderança pedir sua opinião sobre importante assunto, responda que não tem nada a dizer e depois espalhe como deveriam ser as coisas, em sua “opinião”.

5. Não faça mais que o absolutamente necessário, nunca se coloque à disposição para nada, espere ser convidado para que você tenha prestígio diante dos outros; porém, quando o Padre e seus auxiliares estiverem trabalhando com boa vontade e interesse para que tudo corra bem, afirme que sua Igreja está sendo dirigida e dominada por um grupinho.

6. Não leia os boletins de sua Igreja; afirme que neles não há nada de interessante e que eles deveriam ser diferentes. Mas não ajude em suas confecções!

7. Se você for convidado para qualquer cargo, simplesmente seja esperto(a) e recuse. Alegue que você não tem tempo e depois critique com a seguinte afirmação “por que não fazem tal coisa assim?”

8. Quando você tiver qualquer problema de relacionamento com o Vigário, ou qualquer líder, procure vingar-se fazendo acusações mentirosas e divulgando “erros” por eles cometidos. Não será difícil pois eles, como todas as pessoas humanas, estão cheios de falhas.

9. E quando ouvir alguma fofoca, corra a espalhá-la, mesmo, que você saiba que a fonte não é confiável ou ainda, que você saiba, que o correto é ouvir os dois lados.

10. Sugira, insista e cobre a realização de cursos, palestras, encontros, reuniões, mas, quando forem realizados, não se inscreva nem compareça. Depois critique dizendo que não é feito.

11.Após tudo isso, quando tua Igreja não tiver mais reuniões, boletins, encontros, trabalhos de evangelização etc., estufe seu peito e diga: “Eu não disse que isso ia acontecer?”

Alexandre Custódio

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Dia Nacional da Juventude será celebrado domingo em Avaré

O Dia Nacional da Juventude (DNJ) será realizado em Avaré no domingo, dia 30. A recepção da juventude católica vinda das 45 paróquias das 22 cidades da arquidiocese de Botucatu será na Concha Acústica, as 08h 00. São esperados cerca de 4 mil jovens que caminharão até o Ginásio de Esportes Kim Negrão para o início do evento que tem como tema nacional “Juventude e o protagonismo feminino” e o lema “Jovens mulheres tecendo relações de vida”.

O tema local do evento será a frase-resposta de Nossa Senhora ao anjo Gabriel: “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Palavra”.

O DNJ é uma atividade permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e é realizado nas dioceses de todo o País. Com total apoio dos padres, o DNJ celebra a vida dos jovens de forma alegre, descontraída e comprometida com a realidade social em que vivem, tendo como base a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo.

As comunidades de Jovens de Avaré, a pastoral da Juventude, as equipes do mini TLC e do TLC são os principais componentes da organização desse grande evento, que acontece cada ano em uma paróquia da arquidiocese.

Todos os jovens estão convidados a participar. Confira a programação:

8h00 – Concentração dos jovens na Concha Acústica;

8h30 – Caminhada até o Ginásio Kim Negrão;

10h00 – Palestra “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo Tua Palavra” por Monsenhor Edmilson;

10h25 – Adoração ao Santíssimo – Padre Fernando Maróstica;

11h00 – Almoço;

13h00 – Apresentação de Coreografias;

13h45 – Santa Missa;

15h00 – Premiação e Sorteio; e

15h30 – Show Ministério Amor e Adoração da Canção Nova.

Ser um líder cristão

Ser um líder cristão é hoje, talvez, a tarefa mais árdua e gratificante. Estar a serviço do Reino de Deus não é nada fácil, mas quem é que consegue dizer não ao chamado do Pai?
A liderança cristã muitas vezes causa algumas discordâncias, mas um verdadeiro líder faz aquilo que julga ser melhor para sua comunidade, assim como um pai, que não faz o que o filho quer, mas o que é melhor para ele.
É necessário ver o mundo como ele realmente é, para compreender as necessidades de cada um . Julgar tudo o que ele oferece, para poder discernir aquilo que realmente provém de Deus e agir, para tentar aproximar cada vez mais pessoas de Cristo.
O verdadeiro líder sabe reconhecer e utilizar as qualidades das pessoas, ajudando e amando cada um a sua maneira. Diferentemente de um chefe, o líder não manda ninguém trabalhar, ele convida para trabalhar junto, pois ama o que faz e já não consegue se afastar da missão que lhe foi dada.
Apesar de ser uma tarefa difícil, é incrível como, com o passar do tempo você vai se apaixonando pela jornada e aprendendo a ver Cristo em cada pessoa. Você se torna pai, mãe, irmão, anjo da guarda, professor e principalmente aluno, pois Deus nos ensina a cada dia uma nova lição. A magia de ser um líder cristão está nisso: enfrentar as dificuldades de braços abertos, a exemplo de Jesus, que lutou e morreu por nós sem cruzar os braços uma única vez. Afinal, ninguém disse que seria fácil, mas que valeria a pena.
Parabéns líder cristão por ter seguido o exemplo de Maria e dito seu “sim” a Deus!
Thaís Pancioni da Silva
Coord. Comunidade de Jovens “Deus Imenso”

Ser um líder cristão é hoje, talvez, a tarefa mais árdua e gratificante. Estar a serviço do Reino de Deus não é nada fácil, mas quem é que consegue dizer não ao chamado do Pai?A liderança crista muitas vezes causa algumas discordâncias, mas um verdadeiro líder faz aquilo que julga ser melhor para sua comunidade, assim como um pai, que não faz o que o filho quer, mas o que é melhor para ele.É necessário ver o mundo como ele realmente é, para compreender as necessidades de cada um . Julgar tudo o que ele oferece, para poder discernir aquilo que realmente provém de Deus e agir, para tentar aproximar cada vez mais pessoas de Cristo.O verdadeiro líder sabe reconhecer e utilizar as qualidades das pessoas, ajudando e amando cada um a sua maneira. Diferentemente de um chefe, o líder não manda ninguém trabalhar, ele convida para trabalhar junto, pois ama o que faz e já não consegue se afastar da missão que lhe foi dada.Apesar de ser uma tarefa difícil, é incrível como, com o passar do tempo você vai se apaixonando pela jornada e aprendendo a ver Cristo em cada pessoa. Você se torna pai, mãe, irmão, anjo da guarda, professor e principalmente aluno, pois Deus nos ensina a cada dia uma nova lição. A magia de ser um líder cristão está nisso: enfrentar as dificuldades de braços abertos, a exemplo de Jesus, que lutou e morreu por nós sem cruzar os braços uma única vez. Afinal, ninguém disse que seria fácil, mas que valeria a pena.Parabéns líder cristão por ter seguido o exemplo de Maria e dito seu “sim” a Deus!
Thaís Pancioni da Silva

Coord. Comunidade de Jovens “Deus Imenso”

Antiga capela de São Benedito

MEMÓRIA VIVA em IMAGENS… Eis uma imagem da antiga Capela de São Benedito, nos anos 30, extraída do acervo fotográfico da família Calamita. Encarnada na piedade popular, a devoção ao santo de cor negra engajou, ainda nos tempos imperiais da Vila do Rio Novo, numa confraria – a Irmandade de São Benedito – figuras influentes como o alferes Souza Franco, o popular Maneco Dionísio. Em meados de 1914, os devotos se cotizaram para erguer a primitiva igreja voltada para a Rua Mato Grosso, onde hoje está o Largo São Benedito. Feita de tijolos em terreno doado pelo coronel João Cruz, a obra obedeceu a planta elaborada pelo engenheiro Félix Fagundes (prefeito entre 1930 e 1933) e teve como empreiteiro, Henrique Volpi. Foi demolida no princípio da década de 1950 para dar lugar ao templo atual.

Fonte: Facebook por Gesiel Júnior

Os Jovens de hoje não sonham como antes

26 de Julho de 2010

Atualmente as decisões brasileiras sobre o futuro da sociedade não consideram a opinião dos segmentos da juventude, que fica à margem da construção do país. Com pouca expressão e quase nenhum respeito, o brilho e a força dos jovens são abreviados quando  se discute o rumo do nosso povo

No Brasil reside uma grande desmotivação do jovem pela política. Lançamento de carros, motos importadas, games, futebol, meninas, modas, tendências, internet, bandas de rock, bebidas, etc. Essa é a pauta comum e recorrente no diálogo entre a juventude brasileira. Não que isso não seja legítimo, mas isso não pode ser o centro, pela natureza de sensações supérfluas e passageiras.

Natural do meio e da faixa etária, esses assuntos ocupam boa parte do tempo dos jovens que, indubitavelmente, gastam toda sua energia nos prazeres oferecidos pela sociedade moderna. Vão aos cinemas e às baladas, praticam esportes, estudam, encaram aventuras, viajam e criam novas alternativas de diversão e satisfação.

A esperança mora no peito dos jovens brasileiros e um brilho especial os torna capazes de sonhar e buscar a felicidade. Essa riqueza infindável é vital no contexto da condição jovem. É essa força que motiva e leva a juventude a atingir seus objetivos após enfrentar obstáculos aparentemente instransponíveis, menos para os jovens, cuja força e determinação são as engrenagens do rolo-compressor que realiza grandes projetos.

Vejo hoje uma juventude doente, perturbada e desinteressada por assuntos relevantes que influenciam diretamente na vida de toda a sociedade. Um poderoso processo de desmotivação foi criado e a juventude brasileira parece ter caído nessa rede armada pelos donos do poder.

Não está na pauta cotidiana dos jovens o tema política. Lamentavelmente, salvo raras e louváveis exceções, o jovem no Brasil não gosta da vocação pública e prefere se distanciar de tudo aquilo que liga ao assunto. A falta de interesse é tão grande que algumas manifestações parecem demonstrar asco coletivo pela política.

Lembro-me que estudei na faculdade de jornalismo sobre o movimento Tropicalismo. Marcado pela ruptura que sacudiu o ambiente da música popular nos anos sessenta, o tropicalismo usou instrumentos de efeito para protestar através da arte e manifestar a insatisfação juvenil, cujo resultado foi o início de uma série de transformações políticas, éticas e comportamentais que, irreversivelmente, afetaram a sociedade da época.

Os estudantes organizaram passeatas contra a ditadura militar. As canções da época compunham um quadro crítico e complexo do País, uma conjunção do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno
e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista.

Irreverente, a Tropicália transformou os critérios de gosto vigentes, não só quanto à música e à política, mas também à moral e ao comportamento, ao corpo, ao sexo e ao vestuário. Em um ano que marcou a eclosão e fechamento de tudo, o movimento não compreendido teve seu final com a prisão de Caetano e Gil logo após a promulgação do Ato Institucional no 5.

Auge do movimento, o ano de 1968 foi um intenso momento de uma revolução que não se socorreu de tiros e bombas, mas da pichação, das pedradas, das reuniões de massa, do alto-falante e de muita irreverência.

Havia sempre a busca pela luta dos ideais, a esperança de que, diante de todo o esforço, se conseguiria mudar e revolucionar. O Tropicalismo foi somente uma das várias inteligentes idéias para se falar, de maneira irreverente, sobre o nosso país, nossos costumes, nossa sociedade, nossa música, nossa arte, sobre nós. O interessante é perceber que, em um ano em que o mundo passava por momentos tão conturbados, havia ainda o sentimento de conquista, de vontade de mudar, de transformar para o bem comum. Nos dias de hoje, em 2010, não se vê luta por nada e a juventude aceita todas as imposições calada e submissa.

Um contraponto à ação intelectual patrocinada pela juventude de 1968 foi a agitação dos “caras-pintadas”, movimento estudantil brasileiro realizado no ano de 1992 que tinha como eixo o impedimento do Presidente do Brasil e sua retirada do poder. O movimento baseou-se nas denúncias de corrupção que pesaram contra o presidente e ainda em suas medidas econômicas e contou com milhares de jovens em todo o país. O nome “caras-pintadas” referiu-se à principal forma de expressão, símbolo do movimento: as cores verde e amarela pintadas no rosto.

O então presidente Fernando Collor de Mello havia chegado ao poder em 1990 sob muitas críticas devido às interferências de grandes organizações empresariais na campanha presidencial. As frentes políticas, lideradas pelo PT e seu candidato derrotado nas eleições, Lula, alegaram na época que os resultados eleitorais foram fruto de manipulação da opinião pública, com participação especial da Rede Globo de Televisão.

A população assistiu indignada a escalada de acusações de Pedro Collor a seu irmão (o presidente) e a Paulo César Farias (conhecido por PC Farias). As principais entidades civis do país (OAB, CNBB, UNE, centrais sindicais, dentre outras) iniciaram o “Movimento pela Ética na Política” no mesmo mês. O escândalo PC Farias torna-se a principal notícia no país.

Veja – O presidente sairá mais rico do governo?
Pedro Collor – Em patrimônio pessoal, sai. Sem dúvida nenhuma. (…)
Veja – O que acontece com o dinheiro?
Pedro Collor – O Paulo César Farias diz para todo mundo que 70% é do Fernando e 30% é dele. (Páginas Amarelas de Veja)

Uma reunião de estudantes aconteceu em 29 de maio de 1992 e chamou a atenção da mídia pelo grande número de pessoas, o engajamento dos participantes e a forte rejeição ao presidente.

A Rede Globo estava passando a minissérie ‘Anos Rebeldes’, de Gilberto Braga, que falava sobre o papel dos estudantes contra a ditadura. O presidente Collor fez um pronunciamento em rede nacional de televisão, pedindo apoio à nação e convocou os brasileiros a vestirem as cores nacionais, verde e amarelo, e sair pelas ruas num domingo, em resposta aos que o acusavam.

Milhares de jovens tomaram as ruas das capitais vestindo roupas negras, e com o rosto pintado na mesma cor, em sinal de luto contra a corrupção. Logo a imprensa noticiou o movimento dos “caras-pintadas”, numa referência a uma insurreição militar homônima. O domingo ficou conhecido como “domingo negro”.

Fora Collor!!! Fora Collor!!!
(
grito de ordem símbolo dos caras-pintadas, gritado e pintado)

A Câmara dos Deputados vota a favor do processo de impeachment. Foram 448 deputados a favor, 38 contra, 23 ausentes, 1 absteve-se. Nesse momento, já não havia apenas estudantes e jovens, mais sim milhões de pessoas. O comparecimento ao Vale do Anhangabaú não teve estimativa oficial. As pessoas pintavam o rosto de verde e amarelo e tinham a certeza da saída do presidente.

Na década de 1960, os protestos eram pela mudança do regime político do país. Já os “caras-pintadas” só queriam a queda do presidente. Foi um movimento que se extinguiu em si mesmo depois de atingir seu objetivo.

O termo “Caras Pintadas” ficou marcado como uma referência dada pela mídia brasileira a uma pequena parcela da população adolescente que foi usada como massa de manobra para um golpe que tirou um Presidente da República do poder.

A diferença entre os tropicalistas e os “caras-pintadas” é que para aqueles havia uma motivação nacional e uma causa nobre e para estes não havia ideal, nem ética e muito menos patriotismo.

As insistentes chamadas na TV Globo convocando os jovens brasileiros de 92 a irem para a rua manifestar seu repúdio contra a corrupção em Brasília, foram o pilar de uma campanha publicitária para derrubar o Presidente, então desafeto político dos diretores da emissora.

Aqueles jovens empolgados não tinham discurso próprio e replicavam o desejo dos poderosos sanguinários donos da grande mídia. De quando em quando a Globo destacava a participação de alguns nas passeatas para promovê-los à heróis. O Congresso Nacional agiu vergonhosamente, sob pressão popular e votou por medo. Deveria votar tecnicamente e eliminar aqueles que promoveram a corrupção como manda a lei, mas não por temor da opinião pública.

Não se pode afirmar, mas os “caras-pintadas” teriam participado de um teatro? Teriam ajudado a um esquema projetado por “gente grande”?

E para os jovens de hoje, qual é a motivação? Qual é a luta? Qual é o ideal?

A juventude de 2010 parece abrir mão dos sonhos e não se preocupa tanto em encontrar seu ideal. Não reclama, não protesta, não demonstra indignação por nada. Silente, se deixa carregar pelo vai e vem da onda sem se incomodar com o barulho. Qual é o significado de uma música estridente em que a letra não transmite nenhum conteúdo?

A cultura alienígena invadiu os quartos fixando cartazes de ídolos distantes e fracos, invadiu as roupas estampando frases em línguas desconhecidas e sem nenhum argumento, invadiu a mente introduzindo sentimentos complexos atrelados à relatividade das coisas, tão difundida nos dias de hoje justamente para confundir e manipular.

A permissão desorientada da influência externa deixou nossa juventude frágil e por isso aceita, com espírito servil, a ideologia esquisita que chegar mais rápido, vinda quase sempre pronta de outros países.

Já vi jovens mudarem de opinião muito facilmente por conta da interferência externa. Já presenciei a desmotivação e o desinteresse de muitos por valores que dão sentido para a vida.

O mundo de hoje, cercado por um sistema que promove o consumismo e o ter imediato, tem fechado as portas para o idealismo.

Continuo acreditando na força jovem e sei que ainda verei inúmeros exemplos de luta, de coragem e de entusiasmo por uma causa que faça a vida valer à pena…

Marcelo Ortega

(com pesquisa)

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‘Download é diferente de pirataria’, diz Padre Marcelo

G1 – O que o sr. acha da pessoa que faz download de seus discos ou até compra o CD pirata justamente em admiração ao sr.?
Padre Marcelo -
Pirataria é crime. Eu briguei por esse CD. E o dinheiro dele nem vai para mim, todo o lucro é revertido para as obras do Novo Santuário. E eu briguei por um preço mais justo do CD, R$ 19,90, em vez de R$ 24, R$ 25. Os piratas não vão conseguir um encarte maravilhoso como esse que eu tenho e uma qualidade de som duvidosa. E o dinheiro do pirata, para onde vai? Para o tráfico.

G1 – E o download para uso próprio? O sr. acha que espalhar a mensagem é o mais importante?
Padre Marcelo -
Se a pessoa está fazendo isso [download], é diferente. Agora, comprar no pirata… Ao mesmo tempo, a pessoa tem que ver o seguinte: o religioso, que não é o meu caso – já que existe a diferença entre padre religioso e secular – o religioso não pode colocar as coisas em seu nome. Eu jamais poderia pegar um dinheiro que vem da coleta, é da igreja. Esse dinheiro do CD – falo canonicamente e juridicamente – é licitamente meu. E eu dou todo o dinheiro para o Santuário, que também não é meu, é da igreja. Se você quer fazer um download, ótimo, não tem problema nenhum. Mas saiba que eu fiz a minha parte. Eu doei o que era meu.

Entrevista completa no site G1.

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